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Estudo Mamário Intervenção

São situações que surgem na pratica diária quando se efectuam os estudos mamários, mas também são procedimentos que podem ser necessários na caracterização de patologias da tiróide, próstata e de orgaos abdominais, nomeadamente nas lesões hepáticas.

Em muitos casos estas alterações não tem tradução clínica (não são palpáveis) pelo que se torna necessária a utilização de métodos de imagem para abordar estas lesões.

A técnica utilizada mais comum é a Ecografia.

Os procedimentos de intervenção são minimamente invasivos, bem tolerados e realizados com anestesia local. A vantagem deste tipo de exames é que podem ser efectuados sem anestesia geral, não deixam cicatriz e não é necessário o internamento.

Após a colheita do material, este é preservado em meio adequado e enviado ao Laboratório de Anatomia Patológica. Após o processamento o médico anatomopatologista fará a análise e interpretação do material colhido, e fornecerá essa informação ao medico radiologista. Este faz a correlação com a imagiologia e envia ao paciente e ao clínico uma avaliação diagnostica final da situação.

Existem vários tipos de exames de Intervenção Mamária. A sua escolha é condicionada pelas características imagiologicas a estudar, permitindo obter diferentes materiais a analisar.

  1. A Biopsia Aspirativa ou PAAF, punção aspirativa por agulha fina, utiliza uma agulha muito fina que, por aspiração possibilita a obtenção de células ou liquido: Estudo Citológico – é frequentemente utilizado no estudo de quistos.
  2. A Microbiopsia ou Core-biopsia, ou ainda Biopsia com Tru-cut, baseia-se na obtenção de fragmentos de tecido através de agulha de maior calibre, que actua por corte: Estudo Histológico – dedicada a nódulos sólidos, distorções, assimetrias de densidade e microcalcificações.

Em circunstancias especiais poderá ser introduzido, através de uma canula, um Clip de titânio para marcar a região biopsada. Permite a sua abordagem de novo e/ou possibilita a avaliação detalhada de estudos posteriores.

  1. Localização pré-operatória com Arpão é um procedimento necessário quando as lesões não são palpáveis. É referenciadaa região suspeita, através da introdução de uma agulha fina, que no seu interior tem um fio metálico com a ponta em arpão, para que fique fixo no local em que é colocado. Durante a cirurgia este guia é retirado.
Qualquer um destes procedimentos é bem tolerado.

É através da área anestesiada que se introduz a agulha e se orienta até à lesão que se pretende biopsiar. Após a biopsia faz-se a compressão da área puncionada e posteriormente coloca-se o penso.

A compressão da área é necessária para uma boa hemostase e prevenção de hematoma, complicação possível mas pouco frequente.

A infecção é outra complicação possível, mas muito rara.

Na totalidade o exame demorara entre 0 a 20 minutos.

A mulher deverá ser portadora dos exames mamograficos anteriores e deverá comunicar ao radiologista a medicação que toma habitualmente.

Se estiver sob terapêutica anti-coagulante, anti-agregante plaquetario ou tratamento anti-inflamatorio, devera contactar o radiologista previamente, pois poderá ter de alterar a toma habitual destes medicamentos.